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Mostrando postagens de agosto, 2025

A consulta mas estranha que já tive

A Consulta Mais Estranha da Minha Vida Era uma terça-feira cinzenta quando recebi a mensagem de voz. O ícone do WhatsApp piscava como um olho inquieto. Ao aceitar a chamada, deparo-me com uma imagem desfocada, cores borradas como um aquário sob a luz do entardecer. Uma voz surgiu, não como quem fala, mas como quem derrama sons:  "Vamos nos falar por voz e escrita..." Não havia introdução, nem “olá”, nem contexto — apenas uma voz que parecia ecoar de um lugar onde o tempo não seguia nenhuma lógica linear. O nome no WhatsApp era apenas “Lua Solta”, e sua foto de perfil, um gato preto de olhos amendoados encarando a câmera com ar de quem sabe demais. A mensagem vocal veio como um raio: “Me fala que é o que se passa comigo o que fazer? Tudo é a mesma coisa. Quero encontrar alguém, já encontrei, foi bom... Mas que faz essa pessoa aí? Cansei de namorar. É o mesmo que cagar: na hora é gostoso, mas quando termina, termina... Porque o pós-namoro dura tanto?” Pausei. Respirei. Aquela f...

69 anos

69 anos Hoje, 25 de agosto de 2025, completo 69 anos e inicio uma nova jornada neste mundo Terra que tanto me encanta. Libero e perdoo todos os que um dia me machucaram, porque sei que todos estamos em evolução, e que o que sempre nos moveu foi o desejo de bem-estar. Vivo em gratidão: por mestres, amigos, familiares, antepassados, plantas, animais, equipes espirituais, por todos os que me cuidaram, amaram, ensinaram e oraram por mim. Peço perdão aos que decepcionei e oro para que a vida lhes traga em dobro o que eu não consegui oferecer. Se um dia eu ficar dependente, peço apenas que me deixem aos cuidados públicos, livre para que o destino me conduza ao que me corresponde. Não desejo que minha vida seja prolongada por aparelhos ou medicamentos. Se a morte se aproximar, deixem-na chegar: ela é minha amiga e mestra cotidiana. Quando chegar minha hora, já tenho guardado o necessário para o velório (se for preciso) e a cremação. Que minhas cinzas alimentem as árvores que plantei, as praia...

Sem limite e noção

No fim ficou assim: Sem limite e noção Por Hector Othon Teu corpo aberto em desejo, tua boca irresistível, teu olhar me hipnotizam e devoram. Que bênção é sentir teu ardor me chamando, tua pele colada na minha até perdermos a solidão, gemendo, rindo, gozando, recomeçando — um ciclo sem fim, selvagem e doce, puro desejo. Isso sim é combinar. "O império dos sentidos" é pouco, porque entre nós não é só carne: é feitiço, é química, é cosmos ardendo em prazer, é ternura, somos nós, paixão, dois deuses exilados que se reencontram no corpo, celebrando o amor na carne, como humanos sem limite e noção. Hoje não quero fazer outra coisa senão cantar ao meu amor. Que loucura estar longe de você. O amor é para mim tipo droga: quando começa é impossível parar, porque é viciante, e tu ficas cada vez mais linda cada vez que me possuis. Teu corpo aberto em desejo, tua boca irresistível, teus olhos que me hipnotizam e devoram. Que bênção é sentir teu calor me chamando, tua pele colada na m...

Amor Lar

Amor Lar Por Hector Othon A noite, densa, me envolvia, e você chegou. Não com trombetas ou segundas intenções, mas com teu olhar tranquilo, entregue e feliz, como quem encontra o porto depois de um mar revolto. Ninguém me amou assim: com a quietude das estrelas que não precisam apressar o brilho, com a doçura dos rios que sabem para onde correm. Ninguém me desejou com essa chama que não queima, mas aquece a alma adormecida e leva o corpo ao gozo sem fim. Seus olhos me dizem tudo — que você está em paz apenas por estar aqui, olhando para mim, eu, teu amor ao alcance de um beijo infinito. Teu olhar, bênção. És a semente escondida no inverno do meu peito, que vira flor quando aparece a primeira lágrima. Quando fecho os olhos, vejo teu rosto iluminado e satisfeito, feliz: além do tempo, além da distância, além de tudo que um dia tentou nos separar. Você é o amor que não precisei forçar, a chegada que não precisei mendigar. És a resposta que meu corpo sempre soube. E nesse beijo infinito da...
  Días extraños El tiempo gotea como tinta en agua, líneas torcidas dibujan un mapa que nadie sigue. Los espejos ríen rotos, ángeles descalzos arrastran sus alas de polvo, demonios de fuego ofrecen flores marchitas. Días extraños: las palabras nacen mudas, las bocas tiemblan llenas de vacío, las calles se doblan sobre su sombra y el reloj mastica segundos como si fueran huesos. Un paso más — ¿y qué es lo que espera? ¿un vuelo que rasga el cristal del cielo, un abismo que canta con voz de sereia, o la paradoja: caer y ascender al mismo tiempo? Todo vibra en espirales invisibles: la caída se hace danza, el grito se vuelve canto, la nada, cuna de milagros. O caos destruye, e engendra. Y quien se atreve a perderse, se reconoce: no en el espejo roto, sino en la llama que nunca se apaga. Días extraños El tiempo se derrama — ¿tinta? ¿sangre? ¿lluvia de recuerdos? mapas que se doblan en sí mismos, calles que mastican pies desnudos, ángeles ciegos, demonios de a...

Traduzir arquivos no Janus

Editar Arquivos de Interpretação Para abrir a janela "Editar Arquivos de Interpretação", clique em Editar Arquivos de Interpretação no menu Interpretações da "Tela Principal do Janus". Introdução Utilize este recurso para editar interpretações e verificar a sintaxe de formatação do texto. Como editar um arquivo Selecione o arquivo que deseja editar e clique em Editar Arquivo. Como verificar a sintaxe de formatação Selecione o arquivo que deseja verificar. Selecione Verificar Formato. Selecione Cabeçalhos e Rodapés para verificar a sintaxe correta. Clique em Iniciar para começar o processo de verificação. Consulte o Relatório de Análise para identificar quaisquer problemas que precisem ser corrigidos. Selecione Idioma UK / EUA para verificar a sintaxe correta. Clique em Iniciar para começar o processo de verificação. Consulte o Relatório de Análise para identificar quaisquer problemas que precisem ser corrigidos. Selecione Perfil Etário ou Pessoa / Pessoa 2 para ver...