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Mostrando postagens de junho, 2025

a natureza dá tudo

  É de graça, sim, meu filho... A natureza nos dá tudo. Tudo mesmo. Sem cobrar boleto, sem exigir recibo, sem contratos assinados. Ela apenas oferece. A tangerina que nasce na árvore e cai madura na palma da mão, o vento que refresca a tarde quente, a sombra que acolhe, a água que escorre pura do ventre da terra, a flor que desabrocha só porque é primavera — tudo isso é presente. Um presente de amor. Outro dia, a amiga contou: seu sobrinho, um menino encantado, colheu sua primeira tangerina direto da árvore. Surpreso, olhou com olhos grandes e perguntou: — É de graça? Sim, é de graça. A generosidade da Mãe Terra é assim. Ela não negocia, ela doa. Mas, meu filho, escuta bem: para que continue sendo assim, temos que retribuir com respeito, com cuidado, com presença. Eu, aos 68 anos, posso dizer: comprovei essa verdade. Vivo cercado de verde e de bichos. Planto em terras que não são minhas, semeio em cantinhos esquecidos, ajudo a regenerar o que foi ferido — e a vida sempre m...

Mãe

 🌕 Homenagem ao Dom de Acolher, Cuidar e Nutrir Em celebração ao nascimento de Christiane Hoje quero homenagear Christiane, a mãe do meu filho Thales. Atualmente, ela está muito bem casada e amada pelo meu querido amigo Léo Artése. Christiane é um exemplo vivo de sabedoria, responsabilidade no cuidado com a família e companheirismo na missão de guardiã do lar. Com firmeza e ternura, ela sempre contribuiu para que as diferenças fossem respeitadas, mas nunca como barreiras — e sim como pontes — para reunir e acolher a todos. Há mulheres que nascem com esse dom sagrado: o de aglutinar a família com o coração aberto. E Christiane foi forjada por outra grande mulher — sua mãe, Wilma — que também foi um farol de acolhimento para todos os familiares. Lembro com alegria dos jantares em sua casa em datas especiais, onde o afeto se manifestava em cada detalhe. Ela e seu marido Wilson não mediam esforços nem recursos para agradar os gostos de todos, com entradas generosas, pratos principa...

🕳️ O Funeral do Eu

 🕳️ O Funeral do Eu Imagem criação do artista Sergio Papi Eles vêm de terno. Todos. Uniformizados em negro e azul-céu, como se vestissem luto pela alma que enterram no primeiro dia útil da vida. Rostos ocres, sem contorno, olhos vazados pela luz branca do controle, bocas costuradas pelo medo de ser estranho. Carregam pastas invisíveis, cheias de silêncio, metas e boletos. São muitos — mas todos o mesmo. Clonados por um sonho que não sonham, programados para sentar, seguir, sorrir. Alguns já nem respiram: processam ar. Ali, no meio, um rosto mais marcado — um lampejo de humanidade resiste ao afogamento. Mas até ele usa a gravata como coleira. A diferença está só no olhar: um grito contido, querendo rasgar a moldura. O fundo é um abismo púrpura. Cor de carne sem sangue, de coração paralisado. As luzes laranja parecem olhos de vigia: estão todos sob supervisão. Ninguém é visto. Mas todos são vigiados. É uma assembleia fúnebre, mas não de corpos. Aqui, celebr...

Trans

  Marina grato por trazer essa informação e reflexão🌿 Pessoas Trans Sempre Existiram: A Memória Viva de Culturas que Sabem Ver com o Coração. Antes que a ciência moderna tentasse catalogar os gêneros, antes mesmo de existirem palavras como “transgênero” ou “não-binário”, muitas culturas do mundo já sabiam reconhecer aquilo que a alma revela com mais clareza do que qualquer corpo: o espírito de uma pessoa. Pessoas trans sempre existiram. Elas não são uma “moda”, não surgiram com as redes sociais e nem são uma “invenção ocidental”. Elas são parte da tapeçaria humana desde tempos imemoriais — onde quer que houvesse uma comunidade humana disposta a escutar com o coração, elas eram vistas, acolhidas, honradas. Em muitas tradições, essas pessoas ocupavam papéis de profunda importância espiritual, cultural e social. 📽️ No vídeo mencionado, que mostra a presença respeitada das pessoas trans na Tailândia, há um vislumbre desse reconhecimento ancestral. Mas ele é apenas a ponta de um i...