Trans

 

Marina grato por trazer essa informação e reflexão🌿 Pessoas Trans Sempre Existiram: A Memória Viva de Culturas que Sabem Ver com o Coração.

Antes que a ciência moderna tentasse catalogar os gêneros, antes mesmo de existirem palavras como “transgênero” ou “não-binário”, muitas culturas do mundo já sabiam reconhecer aquilo que a alma revela com mais clareza do que qualquer corpo: o espírito de uma pessoa.

Pessoas trans sempre existiram.

Elas não são uma “moda”, não surgiram com as redes sociais e nem são uma “invenção ocidental”. Elas são parte da tapeçaria humana desde tempos imemoriais — onde quer que houvesse uma comunidade humana disposta a escutar com o coração, elas eram vistas, acolhidas, honradas. Em muitas tradições, essas pessoas ocupavam papéis de profunda importância espiritual, cultural e social.

📽️ No vídeo mencionado, que mostra a presença respeitada das pessoas trans na Tailândia, há um vislumbre desse reconhecimento ancestral. Mas ele é apenas a ponta de um iceberg de sabedorias milenares que entendem o que a modernidade tantas vezes falhou em compreender: que o gênero pode ser uma expressão sagrada, fluida e essencial do mistério humano.

✨ Saberes que a Modernidade Apagou

Infelizmente, com a colonização, a imposição da moral cristã e o racionalismo ocidental, muitos desses saberes foram silenciados ou destruídos. O que antes era visto como dom passou a ser tratado como desvio. E o preconceito, alimentado por séculos, tenta hoje apagar a história das pessoas trans.

Mas a verdade pulsa.

Ela ressurge nos corpos vivos e corajosos que ousam existir. E também na memória espiritual dessas culturas que ainda se lembram. Cabe a nós ouvir, aprender, descolonizar os afetos e reconstruir pontes de respeito com o sagrado que habita o diferente.

Porque o mundo precisa — mais do que nunca — de quem caminha entre os mundos. De quem vê com os dois olhos, os dois lados, os dois espíritos.

Em comentários culturas que reconheceram — e ainda reconhecem — as pessoas trans como parte preciosa do tecido social:


🌏 10+ Culturas que Reconhecem e Integram Pessoas Trans

Tailândia – as kathoey
Conhecidas como kathoey, muitas pessoas trans na Tailândia vivem abertamente e participam da vida social, artística e espiritual. Em várias regiões, são vistas como portadoras de beleza, criatividade e até poderes espirituais.
Índia – os hijra
Um grupo ancestral e reconhecido no subcontinente indiano. Muitas vezes abençoam casamentos e nascimentos. Seu papel como intermediárias entre mundos — masculino, feminino, terreno e espiritual — é profundamente respeitado em várias tradições hindus.
Brasil indígena – xamãs e figuras de dois espíritos
Entre diversos povos indígenas brasileiros (como os Tikuna, os Bororo, os Tupinambá), há relatos de pessoas que assumem funções espirituais transgressoras do gênero binário. Muitas vezes, essas pessoas são xamãs, benzedeiras, curadoras — respeitadas por sua conexão com o invisível.
América do Norte – os Two-Spirit
Diversas tribos nativas americanas reconhecem o conceito de “duplo espírito” (Two-Spirit), referindo-se a pessoas que expressam traços de ambos os gêneros ou transitam entre eles. Eram muitas vezes curadoras, conselheiras e guardiãs do saber tribal.
Polinésia – os fa'afafine de Samoa
Identificadas como uma identidade cultural específica, as fa'afafine são reconhecidas como um terceiro gênero e exercem papéis comunitários relevantes, muitas vezes como cuidadoras, artistas ou líderes espirituais.
Havaí – os māhū
Na tradição havaiana, māhū são pessoas que incorporam tanto o masculino quanto o feminino, e ocupam lugares sagrados na cultura, especialmente em cerimônias e na transmissão do hula (dança sagrada).
Japão – o teatro onnagata e tradições esotéricas
Desde o período Edo, artistas que representavam o feminino nos palcos (como no kabuki) eram muitas vezes pessoas que transbordavam o gênero. Em correntes xintoístas e budistas, também há espaço para o sagrado transgênero — embora de forma mais velada.
Indonésia – os waria
Termo que combina “wanita” (mulher) e “pria” (homem), usado para designar pessoas trans. Em várias regiões, as waria são respeitadas e até possuem funções religiosas, como no Islã sufi da ilha de Java.
África Ocidental – tradições iorubás e vodu
No culto aos orixás, não é raro encontrar figuras trans ou travestis que atuam como médiuns, babalorixás, iyalorixás e mensageiros entre os mundos. Suas expressões são compreendidas como manifestações do sagrado, e não como desvios.
México – as muxe zapotecas
Entre os zapotecas de Oaxaca, as muxe são pessoas que nascem com corpo masculino, mas vivem no feminino. Elas são celebradas, integradas, e em muitos casos, vistas como parte da ordem natural e espiritual da comunidade.
Cuba – as casas de santo e os trans ocultos
Em Cuba, meu país, especialmente nas tradições de Santería, muitas pessoas trans são sacerdotisas, cantadoras, filhas dos orixás, chamans. Ainda que muitos não se identifiquem publicamente como trans por medo ou preconceito, dentro da religião são reconhecidos por seu dom e profundidade espiritual.



Saberes que a Modernidade Apagou

Infelizmente, com a colonização, a imposição da moral cristã e o racionalismo ocidental, muitos desses saberes foram silenciados ou destruídos. O que antes era visto como dom passou a ser tratado como desvio. E o preconceito, alimentado por séculos, tenta hoje apagar a história das pessoas trans.

Mas a verdade pulsa.

Ela ressurge nos corpos vivos e corajosos que ousam existir. E também na memória espiritual dessas culturas que ainda se lembram. Cabe a nós ouvir, aprender, descolonizar os afetos e reconstruir pontes de respeito com o sagrado que habita o diferente.

Porque o mundo precisa — mais do que nunca — de quem caminha entre os mundos. De quem vê com os dois olhos, os dois lados, os dois espíritos.


Marina grato por trazer essa informação e reflexão🌿 Pessoas Trans Sempre Existiram: A Memória Viva de Culturas que Sabem Ver com o Coração. Antes que a ciência moderna tentasse catalogar os gêneros, antes mesmo de existirem palavras como “transgênero” ou “não-binário”, muitas culturas do mundo já sabiam reconhecer aquilo que a alma revela com mais clareza do que qualquer corpo: o espírito de uma pessoa. Pessoas trans sempre existiram. Elas não são uma “moda”, não surgiram com as redes sociais e nem são uma “invenção ocidental”. Elas são parte da tapeçaria humana desde tempos imemoriais — onde quer que houvesse uma comunidade humana disposta a escutar com o coração, elas eram vistas, acolhidas, honradas. Em muitas tradições, essas pessoas ocupavam papéis de profunda importância espiritual, cultural e social. 📽️ No teu vídeo, se mostra a presença respeitada das pessoas trans na Tailândia, há um vislumbre desse reconhecimento ancestral. Mas ele é apenas a ponta de um iceberg de sabedorias milenares que entendem o que a modernidade tantas vezes falhou em compreender: que o gênero pode ser uma expressão sagrada, fluida e essencial do mistério humano. ✨ Saberes que a Modernidade Apagou Infelizmente, com a colonização, a imposição da moral cristã e o racionalismo ocidental, muitos desses saberes foram silenciados ou destruídos. O que antes era visto como dom passou a ser tratado como desvio. E o preconceito, alimentado por séculos, tenta hoje apagar a história das pessoas trans. Mas a verdade pulsa. Ela ressurge nos corpos vivos e corajosos que ousam existir. E também na memória espiritual dessas culturas que ainda se lembram. Cabe a nós ouvir, aprender, descolonizar os afetos e reconstruir pontes de respeito com o sagrado que habita o diferente. Porque o mundo precisa — mais do que nunca — de quem caminha entre os mundos. De quem vê com os dois olhos, os dois lados, os dois espíritos. A seguir, em comentários alguns exemplos de culturas que reconheceram — e ainda reconhecem — as pessoas trans como parte preciosa do tecido social:

Tailândia – as kathoey Conhecidas como kathoey. Muitas pessoas trans na Tailândia vivem abertamente e participam da vida social, artística e espiritual, como você mostrou. Em várias regiões, são vistas como portadoras de beleza, criatividade e até poderes espirituais. Índia – os hijra Um grupo ancestral e reconhecido no subcontinente indiano. Muitas vezes abençoam casamentos e nascimentos. Seu papel como intermediárias entre mundos — masculino, feminino, terreno e espiritual — é profundamente respeitado em várias tradições hindus. Brasil indígena – xamãs e figuras de dois espíritos Entre diversos povos indígenas brasileiros (como os Tikuna, os Bororo, os Tupinambá), há relatos de pessoas que assumem funções espirituais transgressoras do gênero binário. Muitas vezes, essas pessoas são xamãs, benzedeiras, curadoras — respeitadas por sua conexão com o invisível. América do Norte – os Two-Spirit Diversas tribos nativas americanas reconhecem o conceito de “duplo espírito” (Two-Spirit), referindo-se a pessoas que expressam traços de ambos os gêneros ou transitam entre eles. Eram muitas vezes curadoras, conselheiras e guardiãs do saber tribal. Polinésia – os fa'afafine de Samoa Identificadas como uma identidade cultural específica, as fa'afafine são reconhecidas como um terceiro gênero e exercem papéis comunitários relevantes, muitas vezes como cuidadoras, artistas ou líderes espirituais. Havaí – os māhū Na tradição havaiana, māhū são pessoas que incorporam tanto o masculino quanto o feminino, e ocupam lugares sagrados na cultura, especialmente em cerimônias e na transmissão do hula (dança sagrada). Japão – o teatro onnagata e tradições esotéricas Desde o período Edo, artistas que representavam o feminino nos palcos (como no kabuki) eram muitas vezes pessoas que transbordavam o gênero. Em correntes xintoístas e budistas, também há espaço para o sagrado transgênero — embora de forma mais velada. Indonésia – os waria Termo que combina “wanita” (mulher) e “pria” (homem), usado para designar pessoas trans. Em várias regiões, as waria são respeitadas e até possuem funções religiosas, como no Islã sufi da ilha de Java. África Ocidental – tradições iorubás e vodu No culto aos orixás, não é raro encontrar figuras trans ou travestis que atuam como médiuns, babalorixás, iyalorixás e mensageiros entre os mundos. Suas expressões são compreendidas como manifestações do sagrado, e não como desvios. México – as muxe zapotecas Entre os zapotecas de Oaxaca, as muxe são pessoas que nascem com corpo masculino, mas vivem no feminino. Elas são celebradas, integradas, e em muitos casos, vistas como parte da ordem natural e espiritual da comunidade. Cuba – as casas de santo e os trans ocultos Em meu país Cuba, especialmente nas tradições de Santería, muitas pessoas trans são sacerdotisas, cantadoras, filhas dos orixás. Ainda que muitos não se identifiquem publicamente como trans por medo ou preconceito, dentro da religião são reconhecidos por seu dom e profundidade espiritual.


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