celebração milagre
𝘾𝙚𝙡𝙚𝙗𝙧𝙚𝙢𝙤𝙨!
𝙃𝙚𝙘𝙩𝙤𝙧 𝙊𝙩𝙝𝙤𝙣
E muitos de nós — sim — sobrevivemos.
Mais do que isso: vivemos coisas maravilhosas.
Celebremos!
Que aqueles que foram profundamente impactados acolham os ensinamentos,
recebam as orientações do fundo da alma
e se permitam renovar-se.
Que iluminem os emaranhamentos,
desatem os nós antigos
e retornem ao fluxo da vida
gratos, vitais, inteiros, donos de si.
Seguimos vivendo, aprendendo,
ressignificando a própria história,
evoluindo passo a passo,
cada vez mais conectados entre nós,
firmados nas virtudes que sustentam o caminho.
As sombras ainda nos tocam, às vezes ferem —
mas a cada ciclo, menos.
Já não as negamos.
Nós as alimentamos com consciência,
inteligência amorosa e sensibilidade desperta.
Acolhemo-las sem reatividade,
com o sorriso sereno de quem reconhece
que ali também pulsa vida pedindo passagem.
Damos às sombras um corpo ligado — não separado,
uma presença integrada ao todo.
Damos-lhes voz, não de queixa,
mas de celebração e gratidão.
E assim, reconhecidas, atravessadas e honradas,
elas se transformam.
Há nisso um prazer que acaricia:
acertar o passo,
embelezar o gesto,
harmonizar o caos,
num movimento que se refina ao infinito.
Porque viver, afinal,
é o ato sagrado de atravessar a personalidade,
conectar a essência
e expressar a própria verdade.
É transmutar
dor em sabedoria,
sombra em presença encantada,
e presença em amor encarnado irradiante.
É dançar e cantar
até que se revele o que pede passagem.
É transformar sombra em presença gozosa,
e presença em amor que respira, troca e abençoa.
É assumir a própria humanidade como caminho —
o caminho que sustenta,
cuida, acolhe, libera
e permanece.
Vida em milagre.
Vida plena.
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