Emociones inundan
Emoção inunda
Por Hector Othon
Não é um transbordamento: é um dilúvio.
A emoção não pede passagem — rompe diques, arrasa silêncios, infiltra-se pelas frestas do peito como uma maré escura que não obedece à lua, mas a algo mais antigo. A alma já não ferve: afoga-se em seu próprio fogo líquido, e o que antes era sentimento agora é corrente sagrada — arrasta máscaras, arranca raízes falsas, deixa à mostra o osso nu do ser.
Já não cabe dentro do peito — estoura em silêncio, ferve em segredo.
É a Lua em Peixes que chora pelos outros como se fossem seus próprios ossos, que sente o mundo inteiro pulsar dentro de um único suspiro. Mas é Saturno em Peixes quem ergue muralhas de névoa — não para conter, mas para proteger o sagrado que não suporta o toque raso. E Netuno, sempre Netuno, dissolve as fronteiras entre eu e abismo, entre sonho e ferida, até que tudo se torne oração sem palavras.
No âmago escuro onde nenhuma luz comum ousa entrar, Sol, Marte e Lilith em Escorpião conspiram em uníssono. O Sol mergulha nas profundezas para renascer; Marte corta laços falsos com garras silenciosas; e Lilith sussurra: “Só quem abraça sua própria sombra pode amar sem devorar.”
O coração, cansado de guardar o que não pode calar, despeja tudo — memórias, feridas, desejos — como oferenda aos ventos. E a intensidade? Ah, ela não pede licença. Escapa pelos poros da alma, suor de fogo, perfume de transformação.
É assim que o invisível se torna maré.
É assim que o profundo se revela:
não com palavras,
mas com o peso do que não se contém…
e com a graça do que só a água de Peixes pode purificar,
enquanto o veneno de Escorpião cura.
Imagina este astral em Cuba —
Te amo.
Por Hector Othon
Não cabe mais dentro do peito — estoura em silêncio, ferve em segredo. A alma entra em ebulição, como lava sob a crosta da razão, e o que antes era sentimento agora é corrente: selvagem, incontida, arrastando máscaras pelo chão.
É a Lua em Peixes que chora pelos outros como se fossem seus próprios ossos, que sente o mundo inteiro pulsar dentro de um único suspiro. Mas é Saturno em Peixes quem ergue paredes de névoa — não para conter, mas para proteger o sagrado que não suporta o toque raso. E Netuno, sempre Netuno, dissolve as bordas entre eu e o abismo, entre sonho e ferida, até que tudo vire oração sem palavras.
No âmago escuro onde nenhuma luz comum ousa entrar, Sol, Marte e Lilith em Escorpião conspiram em uníssono. O Sol mergulha nas profundezas para renascer; Marte corta laços falsos com garras silenciosas; e Lilith sussurra: “Só quem abraça sua própria sombra pode amar sem devorar.”
O coração, cansado de guardar o que não pode calar, despeja tudo — memórias, feridas, desejos — como oferenda aos ventos. E a intensidade? Ah, ela não pede licença. Escapa pelos poros da alma, suor de fogo, perfume de transformação.
É assim que o invisível se torna maré.
É assim que o profundo se revela:
não com palavras,
mas com o peso do que não se contém…
e com a graça do que só a água de Peixes pode purificar,
enquanto o veneno de Escorpião cura.
te amo
Emoción inunda
Por Hector Othon
No es un desbordamiento: es un diluvio.
La emoción no pide paso — rompe diques, arrasa silencios, se cuela por las grietas del pecho como marea oscura que no obedece a la luna, sino a algo más antiguo. El alma ya no hierve: se ahoga en su propio fuego líquido, y lo que antes era sentimiento ahora es corriente sagrada — arrastra máscaras, arranca raíces falsas, deja al descubierto el hueso desnudo del ser.
Es la Luna en Piscis la que llora con los ojos cerrados, sintiendo en su carne el dolor ajeno como propio. Es Saturno en Piscis quien, con manos de niebla, construye templos bajo el agua — no para encerrar, sino para que lo sagrado respire sin ser visto. Y Neptuno, siempre Neptuno, disuelve el yo hasta que ya no se sabe si se llora por amor, por pérdida o por la belleza terrible de existir.
Mientras, en las profundidades donde ni la luz se atreve a mirar, Sol, Marte y Lilith en Escorpio tejen su alquimia silenciosa. El Sol se entierra para renacer en cenizas vivas. Marte no grita: corta con precisión quirúrgica lo que ya no sirve. Y Lilith, desde la sombra más íntima, murmura: «Amar sin devorar es posible sólo cuando dejas de temer tu propia oscuridad».
El corazón ya no contiene. Se rinde.
Y en esa rendición, vierte todo — memorias enterradas, deseos prohibidos, heridas que nunca nombró — como ofrenda a los vientos y a las mareas. La intensidad no avisa. Simplemente inunda: por los ojos, por la piel, por los poros del alma. Es sudor de fuego. Es perfume de renacimiento.
Así es como lo invisible se vuelve ola.
Así es como lo profundo se revela:
no con palabras,
sino con el peso del agua que todo lo transforma…
con la gracia de Piscis, que purifica sin juzgar,
y con el veneno bendito de Escorpio,
que mata para que algo nuevo respire.
Te amo.
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