Temporais

 Impressionante o impacto do Furacão Melissa no oriente de Cuba, assim como a chuva constante e o temporal que desabou no sábado aqui em Cascavel — especialmente durante a madrugada, quando o céu parecia despejar todo o seu peso sobre a terra, com relâmpagos cortando a escuridão e trovões que ecoavam como lamentos da natureza. As ruas se transformaram em correntezas, os quintais viraram lagos, e muitos lares viram seus muros e tetos desafiados pela força das águas.

Hoje de manhã, domingo, veio um breve alívio: a chuva deu uma trégua, como se o tempo respirasse por um instante. Mas as nuvens permanecem densas no horizonte, e a previsão meteorológica indica que os temporais devem retornar — não apenas em Cascavel, mas em grande parte da região Sul do Brasil, que segue sob alerta máximo por riscos de alagamentos, deslizamentos e ventos fortes. E como será que está Cuba?

Esses fenômenos extremos não são mais episódios isolados. São sintomas visíveis de um planeta em desequilíbrio — e as comunidades mais vulneráveis são sempre as primeiras a sentir seus impactos com mais intensidade. Enquanto uns têm telhados seguros e acesso à informação em tempo real, outros enfrentam o dilúvio sem saber para onde correr ou como proteger seus filhos, seus pertences, suas memórias.

Por isso, que as pessoas afetadas por essas mudanças climáticas — cada vez mais frequentes e violentas — recebam não apenas solidariedade, mas também ações concretas:

  • Informação clara, acessível e em tempo real, em linguagem compreensível e nos canais que realmente alcançam as comunidades;
  • Orientação técnica e apoio psicossocial, para que ninguém tenha que decidir entre salvar um retrato de família ou salvar a própria vida;
  • Facilitações reais para deslocamento seguro, abrigos dignos, reconstrução de lares e acesso a recursos básicos, sem burocracia paralisante;
  • E, acima de tudo, o direito de se sentirem protegidas — não apenas fisicamente, mas em sua dignidade, memória e pertencimento.

Que as políticas públicas escutem o grito das chuvas e respondam com urgência, justiça e compaixão.
E que, mesmo nos dias mais encharcados de incerteza, ninguém se sinta abandonado.

Com esperança e empatia,
Hector Othon

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