𝙊 𝙥𝙤𝙙𝙚𝙧 𝙙𝙤 𝙧𝙚𝙘𝙚𝙥𝙩𝙞𝙫𝙤
Por Hector Othon
Ser uma Pessoa Altamente Sensível não é ser frágil: é ser fino.
Não é sofrer mais, mas perceber mais.
Minha sensibilidade não me quebra; me revela.
Deixei de me esconder atrás de muros e comecei a tecer umbrais:
espaços onde o sutil possa entrar sem me sufocar.
Porque sentir profundamente não é um defeito da alma,
mas sua maneira de ler o mundo em maiúsculas invisíveis.
Cada emoção alheia, cada silêncio, cada mudança de luz
é uma mensagem que meu corpo entende antes da minha mente.
Já não luto contra essa sabedoria tátil.
Cultivo-a. Ordeno-a. Ofereço-a.
Ser sensível é habitar com antenas em vez de armadura.
Mas essas antenas não servem apenas para captar o ruído do mundo,
e sim a sua música oculta.
E quando aprendo a escutar a partir do centro —
na calma, na natureza, no silêncio escolhido —
a sensibilidade deixa de ser ferida e torna-se bússola.
Hoje agradeço essa porosidade sagrada.
Por ela, o Espírito não apenas toca a vida: abraça-a.
E nesse abraço, me encontro inteiro.
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