Tudo está perfeito, sempre esteve.
Eu te sinto.
Por Hector OthonA vida, mesmo entre a brutalidade e a ignorância, floresce em espiritualidade. Não por mérito, nem por imposição, mas como sopro inevitável da alma.
O sinal é claro: o amor já não pode ser contido. Ele vibra em gestos, em olhares, em silêncios.
E a alegria não é apenas riso,
mas o júbilo de reconhecer a sacralidade da existência.
Alegria! Eis o cântico dos milagres:
tudo está perfeito, sempre esteve.
te amo
Eu te entendo e sinto profundamente. A questão está na postura diante dessa realidade humana que tantas vezes se rasga na perversão. Permanecer na sintonia do amor, mesmo frente à inelutabilidade da ignorância, da brutalidade, do egoísmo... eis a prova silenciosa da alma desperta. A vida, em algum momento, floresce em espiritualidade. Esse instante não chega por imposição, nem como merecimento moral, mas como um sopro inevitável da alma. O sinal é simples e grandioso: quando já não conseguimos conter a ressonância do amor. Ele vibra em cada gesto, em cada olhar, em cada silêncio que se abre em nós. Não é uma conquista intelectual, nem um retiro religioso, tampouco uma meta a ser alcançada — seja qual for o caminho. É o florescimento natural daquilo que sempre esteve dentro. Como a primavera, que não pede licença para colorir os campos, a espiritualidade se manifesta quando o coração se faz solo fértil para a alegria. E a alegria não é apenas riso passageiro, mas o júbilo profundo de perceber-se em unidade com tudo o que vive. É o reconhecimento da sacralidade da existência. É quando o amor já não pode ser calado, transbordando, cantando em nós, chamando-nos a ser fonte de luz para o mundo. Alegria! Eis o cântico da vida em milagres, quando floresce em espiritualidade. E é nesta bênção que reconhecemos a dialética, que acolhemos a polarização como parte necessária do processo evolutivo. Tudo está perfeito, sempre esteve.
Comentários
Postar um comentário