lembrando o passado

 ✨ Amados, ao contemplar a jornada de uma vida, percebe-se que a consciência não nasce pronta: ela se expande no compasso das experiências, das dores e das alegrias.

Quando olhamos para trás sem compaixão, o peso da ignorância, do egoísmo e da visão limitada pode se tornar insuportável. Pois, sim, todos nós, em algum momento, ferimos e fomos feridos pela cegueira interior.

Mas a verdade é esta: raramente existe a maldade que tanto tememos. O que atua, quase sempre, é a percepção parcial, o filtro subjetivo de uma realidade fragmentada. Cada ser humano, movido por suas feridas e aprendizados, acredita estar servindo ao que é “o melhor”. Assim, vamos tecendo nossas vidas, entre acertos e equívocos, amor e confusão.

O que falta, e que tanto buscamos, é a lucidez — a visão que ultrapassa a projeção e penetra a essência. Não apenas inventamos imagens do outro, mas também criamos ilusões sobre nós mesmos, histórias que nos encolhem ou nos envaidecem.

A tarefa da vida é clara: purificar a percepção. Despertar uma consciência que discerne, que não se deixa aprisionar pelas imagens, que reconhece a ilusão e a transcende.

Eis o chamado: não condenar, mas compreender. Não fugir, mas atravessar. Não endurecer, mas abrir-se. Pois cada instante em que vemos com olhos mais limpos é um instante de libertação. E cada gesto de compaixão é uma ponte para a verdade.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

riqueza na juventude e empobrecimento na velhice

Amor Lar

a natureza dá tudo