Mudança na arte da comunicação escrita

 ✨ Uma nova escrita está nascendo… ✨ Como argumenta Marctawil, muitos especialistas têm levantado um alerta: há uma perda visível na habilidade das novas gerações de escrever à mão com fluidez e profundidade. Jovens nascidos a partir dos anos 90, e sobretudo os mais recentes, mostram dificuldades com frases complexas, evitam períodos longos e, muitas vezes, substituem a escrita manuscrita por mensagens breves, ícones, áudios ou vídeos. Sim, é verdade — algo mudou. Mas será mesmo uma “perda”? Ou estamos apenas diante de mais um ponto de mutação na longa travessia da humanidade? A escrita, como a conhecemos, foi uma conquista sagrada — e por milênios, nos serviu como espelho do pensamento, ferramenta de memória, arte do tempo. Mas hoje, estamos migrando para outro paradigma. A inteligência artificial, os sistemas multimodais, a comunicação instantânea e coletiva estão gerando novas formas de expressão e entendimento. É natural que os especialistas se preocupem. Afinal, durante cinco milênios a escrita foi central. Ela moldou a forma como pensamos, ensinamos, registramos e evoluímos. Mas... e se estivermos apenas testemunhando uma metamorfose? As novas gerações talvez escrevam menos à mão — mas se comunicam o tempo todo. Seja por imagens, vídeos curtos, memes, emojis, mapas mentais, músicas, ou construindo projetos colaborativos que atravessam fronteiras. A linguagem está mais rápida, mais fluida, menos formal — mas talvez mais viva. Não é que estejam abandonando a linguagem — estão reinventando a linguagem. E muitas vezes, com o auxílio de tecnologias e inteligências sintéticas, estão conseguindo fazer o que antes era inimaginável: criar, traduzir, organizar, produzir, publicar… juntos. Talvez o que esteja em declínio não seja a comunicação em si, mas uma forma antiga de comunicarmos. E isso dói. Porque o que nos era familiar, seguro, bonito e até sagrado, está se transformando. Mas cuidado: projetar negatividade sobre o novo apenas porque não se parece com o antigo é uma armadilha comum. A pergunta mais justa não é: “o que estamos perdendo?”, mas sim: “onde está se escondendo o progresso?” Porque, sim, ele está aqui — basta observar com olhos livres do medo e da nostalgia. As novas gerações não deixaram de se expressar — estão apenas escrevendo com outros alfabetos. Talvez menos com a caneta, mais com o corpo, a imagem, o som, o toque, o código. É tempo de escutar com atenção… e humildade. Porque o humano não está em decadência — está em transformação...

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